Poesia vendida pendurada no barbante, como roupa no varal?
- Nas feiras do Nordeste, os folhetos de cordel ficam presos com pregadores num barbante.
- A capa é cortada ao contrário na madeira, porque o papel inverte a imagem.
- Em Caruaru, um museu de 40 metros quadrados guarda mais de 10 mil peças no meio da feira.
Em 2018, essa poesia de feira virou patrimônio cultural do Brasil.
Palavras para o texto
- folheto
- Livro pequeno, de papel simples e poucas páginas.
- feira
- Mercado na rua, com muitas bancas.
- barbante
- Fio fino, um tipo de corda.
- verso
- Uma linha de um poema.
- rima
- Repetição do mesmo som no fim de palavras.
O início do texto
Poesia no barbante
As feiras do Nordeste são enormes, barulhentas e cheias de cheiros. Entre bancas de frutas, redes e panelas, às vezes aparece uma banca diferente: dezenas de livrinhos pendurados em um barbante, presos com pregadores, como roupa no varal.
Esses livrinhos são os folhetos de cordel. Têm poucas páginas, papel simples e preço baixo. O nome vem justamente do barbante: na Europa, livros assim também eram expostos em cordões para a venda, e a tradição chegou ao Brasil por Portugal.
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